Falsas Ligações
Em dias de desilusão, que só nos apetece esquecer, chegamos a umas quantas conclusões verdadeiras, mas que muitas vezes não queremos saber, ver ou sequer pensar nelas, preferimos continuar a nossa sossegada vida aliada à hipocrisia e seguir o caminho que já seguíamos, um caminho sinuoso e cheio de buracos onde passamos a vida a cair, e sempre mais para o fundo.
Mas se repararmos, nestes harmoniosos dias, somos trocados pela montra de uma loja, por uma ganza, por uma jola, ou por um programa de televisão super cool super fashion e de que toda a gente fala. Infelizmente, esses são os valores que regem esta obscura sociedade, primeiro o bem-estar máximo do próprio, depois talvez pensemos nos “amigos”. Cada vez mais cortamos as relações pessoais inter-humanas, e aumentamos as relações com os queridos computadores, televisões telemóveis… mas como de costume, a culpa não é de ninguém. Os miúdos que alegam que a culpa e dos pais que nunca estão em casa, os pais dizem que os miúdos estão sempre a pedir novos brinquedos e que não há segurança para brincarem na rua, os que se julgam mais sábios, dizem que são as consequências da globalização. Eu culpo o ser humano, que não soube evoluir, nem tenta corrigir os erros passados. Culpo o sistema capitalista que cobre os nossos olhos, corações e cérebros de ganância e raiva até alcançarmos o objectivo. O ser humano é que criou a insegurança na ruas, o ser humano é que se tem afastado dele próprio mecanizando todos os seus actos através de novas formas de comunicação. Começamos a perder a noção do que realmente é uma amizade, uma relação com outros seres humano, porque cada vez menos interagimos com eles.
Cada vez mais vivemos num mundo irreal, em que não temos a noção das consequências, vivemos na base do que passa na televisão, sentimo-nos mortos por dentro e sem sentimentos e fazemos da nossa vida o filme que vimos na semana passada. Isto porque o ser humano tem consciente ou inconscientemente uma vontade de imitar o que gosta, o que podia nem ser um aspecto negativo, se imitássemos seres humanos verdadeiros, e não filmes de super-heróis cheios de efeitos especiais e novas formas de chamar a atenção das pessoas e embrulhá-las em mais uma fantasia.
Isto tudo se passa dentro dos escalões etários mais jovens mas quando falamos dos escravos sociais mais velhos, que se matam a trabalhar, capazes de fazer de tudo para passar por cima de alguém, para encher a carteira com mais uns trocos, e que passam o dia inteiro fechados num escritório ou numa fábrica a trabalhar cada vez mais, porque o sistema capitalista assim os obriga se quisermos manter o pão na mesa todos os dias, chegamos às mesmas conclusões, um sistema capitalista que transformou o ser humano em máquinas que funcionam individualmente.
Por essas razões, já não se surpreendam quando são trocados por um objecto, é cada vez mais e mais banal, devíamos ripostar, mas como de costume, as palavras são uma coisa tão bela, mas que sem os actos não passam de letras lidas separadamente.
O sistema capitalista tudo levou, as esperanças, os valores, os ideais, quanto tempo demorará para se reconstruírem?
Mas se repararmos, nestes harmoniosos dias, somos trocados pela montra de uma loja, por uma ganza, por uma jola, ou por um programa de televisão super cool super fashion e de que toda a gente fala. Infelizmente, esses são os valores que regem esta obscura sociedade, primeiro o bem-estar máximo do próprio, depois talvez pensemos nos “amigos”. Cada vez mais cortamos as relações pessoais inter-humanas, e aumentamos as relações com os queridos computadores, televisões telemóveis… mas como de costume, a culpa não é de ninguém. Os miúdos que alegam que a culpa e dos pais que nunca estão em casa, os pais dizem que os miúdos estão sempre a pedir novos brinquedos e que não há segurança para brincarem na rua, os que se julgam mais sábios, dizem que são as consequências da globalização. Eu culpo o ser humano, que não soube evoluir, nem tenta corrigir os erros passados. Culpo o sistema capitalista que cobre os nossos olhos, corações e cérebros de ganância e raiva até alcançarmos o objectivo. O ser humano é que criou a insegurança na ruas, o ser humano é que se tem afastado dele próprio mecanizando todos os seus actos através de novas formas de comunicação. Começamos a perder a noção do que realmente é uma amizade, uma relação com outros seres humano, porque cada vez menos interagimos com eles.
Cada vez mais vivemos num mundo irreal, em que não temos a noção das consequências, vivemos na base do que passa na televisão, sentimo-nos mortos por dentro e sem sentimentos e fazemos da nossa vida o filme que vimos na semana passada. Isto porque o ser humano tem consciente ou inconscientemente uma vontade de imitar o que gosta, o que podia nem ser um aspecto negativo, se imitássemos seres humanos verdadeiros, e não filmes de super-heróis cheios de efeitos especiais e novas formas de chamar a atenção das pessoas e embrulhá-las em mais uma fantasia.
Isto tudo se passa dentro dos escalões etários mais jovens mas quando falamos dos escravos sociais mais velhos, que se matam a trabalhar, capazes de fazer de tudo para passar por cima de alguém, para encher a carteira com mais uns trocos, e que passam o dia inteiro fechados num escritório ou numa fábrica a trabalhar cada vez mais, porque o sistema capitalista assim os obriga se quisermos manter o pão na mesa todos os dias, chegamos às mesmas conclusões, um sistema capitalista que transformou o ser humano em máquinas que funcionam individualmente.
Por essas razões, já não se surpreendam quando são trocados por um objecto, é cada vez mais e mais banal, devíamos ripostar, mas como de costume, as palavras são uma coisa tão bela, mas que sem os actos não passam de letras lidas separadamente.
O sistema capitalista tudo levou, as esperanças, os valores, os ideais, quanto tempo demorará para se reconstruírem?

2 Comments:
VOltaste e não me dizias nada ,ehm sacana?
um abraço e força nisto!
pupo
Concordo. MAS...(nc gosto la mt de concordar ctg, senao fico sem ninguem pa debater alguma coisa, sem ser a urbanizaçao de PDL) tu, enquanto ser humano (recuso-me, pelo menos, aqui, a escrever as devidas maisculas), nao tens nada a ver com o ataque bombista na India, para alem das vidas humanas perdidas que toda a gente lamenta. O senhor Osama (ve onde e q eu meto a maiuscula...) não te conhece...mas também nao interessa, tas preso numa sociedade que rotula todos os que espirram nela como iguais, ou seja, egoistas, sozinhos, atras de um computador, a falar com imensas pessoas de todos os cantos do Mundo. What a brave new world...mas td e isso e virtual, irreal, pq quando desligas (ou pelo menos, quando sais) o pc e voltas a vida real...bolas, a sociedade ocidental ta mm a ficar mal. Cada vez pior. Parece um viciado em heroina, cada vez com doses e ressacas maiores, a perder o controlo de si proprio. As pessoas ignoram-se, e estao cada vez mais afastadas, nao sentem...nao vivem. E com o capitalismo em crise, a careca está cada vez mais a mostra: o fosso entre ricos e pobres cada vez maiores, atraves de uma parcela dos ricos (os grandes banqueiros) estar em aparente risco de ruptura, aparente, porque o Governo vai fazer o papel de...qualquer coisa, nem vai deixar cair os bancos, nem vai nacionaliza-los: vai subsidiar os abusos. Ate porque, como diz (e bem) o RAP, se deves 700€, e um problema teu, mas se deves 700 M€, é um problema do país. O que é q isso tem a ver o teu post? Talvez muito pouco. Mas tou frustrado pq n fui ao Vibe, algum capitalista deve ter comprado os bilhetes que restavam so pa me chatear, e então comecei a divagar aqui. Keep'on posting, quando chegares aos 3000 publicas um livro a escolher os 2999 melhores. =P
Post Scriptum Democrata - quando souberes o que e pa fazer em FIL, diz. =P
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