14 de Dez de 2008

[MIA] - Ponta Delgada

Ao invés do que se passa no continente, aqui a nossa acção social começou um pouco mais tarde, mas estamos optimistas para os resultados. A difusão do movimento está a correr bem e os apoios têm sido muitos. Esperemos que a adesão seja boa ;)
um abraço

13 de Dez de 2008

MIA (Lisboa)

Começou ontem, sexta feira dia 12 de Dezembro a recolha de roupas e mantas para a ajuda de quem vive nas ruas. Tenho que dizer que fiquei surpreendido mais uma vez com o espírito de inter ajuda do povo portugues.
A Acção Contra o Frio está a correr bem, e se quiserem ajudar, são benvindos.
MIA (Lisboa)

8 de Dez de 2008

Violencia Social

Vivemos numa sociedade que pratica inúmeros actos que não aceitamos, mas não queremos “ver”, não queremos acordar para uma realidade que a nós diz respeito. Vivemos na base de falsos valores, que se exprimem em palavras, mas não em actos. Somos hipócritas e ”sedentários” ao nosso aconchegado lugar no sofá e na “cadeia alimentar” social. Cadeia alimentar, porque diariamente, atacamo-nos uns aos outros quer verbal, quer fisicamente, para que nos olhem com mais respeito devido ao novo cargo no emprego, aos novos amigos importantes ou mesmo ao novo bem que possuímos. Parece que nos comemos vivos uns aos outros como uma tribo canibal, desesperadamente em busca de alimento, sendo que os mais poderosos conseguem sempre escapar utilizando os seus conhecimentos, as suas formas para o conseguirem. Mas todos nós ocupamos o nosso espaço neste”Mundo Canibal”, por muito correctos que pensemos ser. Todos falamos em ser humildes, sinceros, ajudar os outros, mas todos cometemos os nossos erros, todos nós falseamos os nossos valores, os nossos ideais, nem que seja pelo simples facto de não lutarmos verdadeiramente pelo que acreditamos, e fechamos os olhos aos nossos iguais em África, Ásia, e mesmo na casa ao lado. Ora porque pensamos que sozinhos não matamos a fome em África, ora porque pensamos que é melhor não nos intrometermos nas discussões dos vizinhos porque “entre marido e mulher, não se mete a colher”. Vamos vivendo assim a nossa vida nisto que ainda chamamos de sociedade, ou comunidade enquanto cada vez mais nos afastamos fisicamente uns dos outros, mas não haverá problema, porque “errar é humano”, certo?
Enquanto pensamos que estamos a subir na vida, ou a agir como tem que ser, só nos estamos a enganar a nós próprios, ainda vivemos em comunidade, a partir do momento que prejudicamos a sociedade, estamos a prejudicar-nos a nós consequentemente. Estes actos que praticamos e que prejudicam a sociedade chamamos-lhes violência social. Há diversos tipos de violência social, mas afectam quer os mais novos nas escolas como os adultos nos empregos, ou os idosos nos lares, jardins, cafés ou em suas casas.
É algo que vai crescendo connosco, e que nunca chegamos a “domesticar”. Isto porque somos seres humanos fracos, que crescemos sempre baseando-nos em alguém, com um exemplo na mente a seguir, como não vemos ninguém a agir sem esta violência social, nós também não a “educamos”, não temos nada em que nos basear senão simples e falsas palavras.
Na actualidade podemos ver como crescem as crianças, sem a companhia dos pais, passam os dias em frente à televisão, em que os programas que lhes chamam mais a atenção são os que contêm violência, como o Dragon Ball que fascinou milhões de crianças por todo o mundo, pela razão que o mal dos outros nos faz sentir bem, mesmo que este acto seja inconsciente. Mas estes desenhos animados não são os únicos que contêm violência. Uma simples novela tem sempre presente episódios com discussões, desenhos animados como os Loney Toones, apresentam episódios de violência não tão explícita, exemplo disto é o caçador atrás do coelho (o Buggs Bunny), ou mesmo o Tom and Jerry, que todos os episódios se baseiam nas novas formas que utilizam para fazerem mal um ao outro. A verdade é que são desenhos animados, e muitos nem apresentam humanos, mas as crianças não vêm o Tom and Jerry como um simples gato atrás de um rato. São aqueles actos, que pouco explícitos acabam por formar um pouco da sua personalidade, já que os pais, para lhes poderem garantir uma vida em condições, não podem estar presentes durante todo o dia.
Para além da “caixa mágica” como era chamada a televisão nos anos 50, a outra diversão para os mais jovens são os videojogos repletos de violência, desde matar o inimigo a bater violentamente no mesmo. Na maioria dos videojogos, o objectivo é derrotar o inimigo, seja no futebol, seja num jogo de espiões, guerreiros, etc. e desta forma vamos definindo os “bons” e os “maus”, vamos começar a criar divisões e patamares que mais tarde se aplicarão a nível social, e assim, nunca será possível ver todos os que nos rodeiam como iguais. Um motivo para começarmos com a violência que nos foi mostrada nos jogos, apesar de que a praticamos de forma diferente, não tão concreta como nos jogos (na maioria das vezes) porque o ser humano não gosta da diferença, não tem capacidade para a aceitar, mesmo que seja inconscientemente e sem intencionalidade, afastamos nos ou tratamos de outra forma aqueles que vemos como diferentes.
Também é verdade que alguns jogos e programas televisivos nos transmitem alguns valores importantes como a união, o respeito, e alguns actos que não devemos praticar, mas como já foi referido, divide-nos e isso é possível observar quando as crianças brincam com os seus brinquedos no quarto, em que existe o grupo dos “bons” que quer salvar o Planeta, e o grupo dos “maus” que o quer destruir, mas muito raramente se vêem crianças a brincar com cinco brinquedos, em que os cinco são iguais e lutam pela sua igualdade e melhores condições, em que o único mal seja os simples obstáculos que vão aparecendo naturalmente ao longo da vida, tem que haver sempre os “maus” que querem destruir tudo os que os “bons” construíram, não temos a base essencial da Democracia que devia reger as nossas vidas – a igualdade entre todos os seres humanos, factor essencial que condiciona o tipo de vida que levamos e a pessoa que somos.
Consequente à vida que as crianças levam em casa, está a sua vida na escola. Na escola as crianças são o espelho daquilo que são em casa. Os mesmos valores, a mesma educação. Os mais novos iludidos com o que vêem na televisão e nos jogos, idolatram as personagens que na grande maioria das vezes são fictícias. Brincam aos desenhos animados e jogos favoritos, sonhando um dia ser como um deles, um guerreio do espaço com poderes sobrenaturais, não percebem ainda, que muito melhor e valioso que isso, é ser um verdadeiro ser humano digno e capaz de se orgulhar de quem é, sem ter que esconder nada, praticando os valores e ideais correctos, os seus ideais.
Nessas brincadeiras existem as tais divisões de que falava. Os que são considerados os mais populares, e os que todos gostam, já conseguiram conquistar a confiança dos seus companheiros, sendo assim mais fácil conseguir ser um dos bons, e esse vai escolhendo os outros, e os que gosta menos, vão ficando para o fim, sendo assim os maus que são obrigados a perder. Começa assim a tal cadeia alimentar referida inicialmente. Todos se vão querer aproximar do tal que é sempre o melhor, o tal mais popular, vendo os outros acima como inimigos e faz de tudo para os derrotar e subir mais um degrau até saciar a vontade sem fim de estar no topo da cadeia e sermos o centro das atenções. Muito provavelmente estes actos são inconscientes, porque continuamos a confiar nos que estão supostamente “acima” de nós, e a brincar com eles, mas é a tal base que aprendemos em pequenos, e por essa razão de sermos demasiado novos, não conseguimos filtrar a informação que nos é trespassada através destes entretenimentos.
Assim começa a violência social na sua essência. Uma criança tão inocente, a tentar “passar por cima” de outra. E esta violência, não se explicita apenas em actos de violência física, mas todo o tipo de actos que intencionem prejudicar o outro. Desde inventar algo sobre ele para que prejudique a sua imagem, rebaixá-lo, gozando-o de diferentes formas pelo simples facto de que queremos ser mais que o outro, ou apenas porque ele é diferente, e não conseguimos aceitá-lo assim. Certamente sabemos de histórias, ou mesmo por experiencia própria, que uma pessoa que se vista de forma diferente é gozada e rebaixada diante os outros por essa razão, ou apenas por ser uma pessoa de outra raça (africano, indiano etc.). Vários resultados de estudos, demonstram que, pessoas, mesmo que se assumam como não racistas, deixadas num sítio durante algum tempo, com outras pessoas que não conhecem, acabam por se associar às pessoas mais parecidas a si, demonstrando então o tal facto do ser humano ser incapaz inconscientemente de aceitar a diferença.
Parecendo que estes actos estão muito mais relacionados com o sexo masculino, devido ao tipo de desenhos animados e videojogos referidos, não se pode confirmar isso. Sabemos também que as mais novas têm também essa ânsia de serem mais populares, de “escalarem a cadeia alimentar”. Gostam de ser a mais bonita, a mais bem vestida e a que todos os rapazes querem. E isto deve-se essencialmente também à sua infância influenciada pelas bonecas e príncipes encantados que criam os valores das suas mentes, porque tal como já foi referido como causa, o ser humano define sempre um ídolo a seguir.
É desde novos que as pessoas se formam, que criam as suas bases para seguirem o resto da vida, e a infância de cada um, condiciona sempre o futuro. E seremos quem fomos formados no passado, podemos melhorar, mas os nossos comportamentos terão sempre algumas influências de quem fomos anteriormente. Somos a pessoa de hoje, mas sempre com um pouco de ontem. E a nossa formação é nítida em variadas situações. A violência social continuará dentro de nós, e é bastante evidente no futebol, por exemplo. Este desporto, eleito como o desporto rei entre os europeus, transforma adultos e crianças, em máquinas ferozes e irreconhecíveis. Isto porque, uma vez mais, opõe os “bons” (a equipa favorita) aos “maus” (a equipa adversária). Muitos adeptos do futebol excedem os seus limites durante um jogo, pondo em prática os seus verdadeiros valores e não aqueles que considera ter ou assume ter. Durante os noventa minutos do jogo, ofendem-se árbitros, jogadores e apoiantes das outras equipas. São vitimizadas pessoas pela simples razão de serem o adversário. Comentários racistas, xenofobismos, ou até sem razão (não que as anteriores referidas sejam razões válidas) tudo isto com a intenção de prejudicar os outros só para que alcancemos a nossa felicidade. E depois do jogo, a violência continua. Mas aí, não apenas verbal. Adeptos entram em confronto físico porque a sua equipa foi derrotada.
Mas há ainda muitas outras acções que se evidencia a violência social. Na Política, em que extrema-esquerda e extrema-direita mantêm uma aceso confronto de palavras e de agressões físicas, mas também nas saídas nocturnas, no emprego, etc.
Estes actos afectam a nossa sociedade e como já disse, consequentemente afectam cada um de nós. Tornam-nos menos pessoas, e tornam os outros menos alegres. É uma ânsia pelo topo desnecessária, se todos colaborarmos. Porque razão havemos de discriminar uma pessoa? E através deste sentimento de rejeição à diferença, o que não perdeu o mundo com guerras, escravatura etc.? E quanto não continua a perder devido a esse racismo, e incapacidade de aceitar a diferença? Mortes por diferença racial, excluídos porque falam outra língua, mas são estes que mais excluem, que criticam que não os imigrantes nada fazem, e que são eles que roubam. Quando não lhes damos outra hipótese, talvez sejam.
Dentro da violência social, podemos distinguir essencialmente dois tipos de violência. A física, e a verbal. Mas sem qualquer dúvida, a verbal tem consequências bastante mais graves que a física. Uma pessoa que seja agredida fisicamente, pode ser atendida num hospital, e em pouco tempo estará de volta à normalidade (na grande parte dos casos) enquanto que uma agressão verbal pode deixar mazelas para toda a vida, uma pessoa pode perder a confiança em si, começar a ter depressões e não se sentir bem consigo próprio, o que pode causa também lesões físicas. As lesões psicológicas causadas pela violência social, podem ter como consequência perda pelo interesse de viver. E tudo isto para que um se sinta melhor. Valerá a pena? Não, logicamente, qualquer pessoa bem formada responderia assim. Mas a questão essencial é, será que agiria assim? A resposta a esta pergunta pode ser variadíssima porque ter-se-ia que analisar a pessoa, o seu estado de espírito, etc. mas, geralmente, se houvesse algo que fizesse a pessoa feliz mesmo tendo que prejudicar outros, agiria conforme a sua felicidade.
A violência social, impossibilita-nos de nos desenvolvermos, de trabalharmos em grupo, capazes de fazer dos 5 continentes, um só, baseado na igualdade e na felicidade.
Através desta linha de pensamento, podemos perceber que a violência social está empregue nas nossas vidas de forma muito mais activa do que julgamos, porque nem a nós próprios nos conhecemos, vivemos à base de falsas ideologias e valores que nos levam pelos caminhos que teoricamente rejeitamos sem hesitar. E se queremos mudar isto, não só na nossa geração, como nas seguintes, temos que investir numa melhor e diferente educação dos mais novos, porque não será certamente a transmitir falsas ideologias que não possuem nenhuma ligação com a realidade em que vivemos, que não passam de meras utopias pela forma teórica que são transmitidas, que o vamos conseguir. E se conseguimos dar sentido a frases feitas como “errar é humano” também deveríamos dar sentido a frases feitas como “as crianças de hoje são o futuro do nosso planeta” e “deixa o mundo um pouco melhor do que o encontraste”

Vida no Espaço?

Por vezes fala-se na vida em outros planetas, será que podemos encontrar outros seres vivos por esse Universo fora? De preferência verdes, com 4 pernas, um olho no meio da testa, e com tecnologia ultra avançada, desde a sua nave circular até à pistola raio laser.
Mas qual o motivo desta preocupação em investigar se haverá vida noutros locais, se ainda nem sabemos o que é a vida. Poderá muito provavelmente, ser uma busca em vão, dinheiro desperdiçado, que podia salvar vidas que sabemos existirem, e que morrem diariamente nas ruas do mundo que as abandonou em busca de outros seres vivos diferentes a milhões de km.


“O ex-presidente disse numa reunião do governo que a Rússia, responsável por 40% de todos os lançamentos espaciais, vai destinar mais de US$ 7,68 bilhões (biliões) do orçamento federal para o desenvolvimento do setor espacial entre 2009 e 2011.”
In folhaonline.com

Outras fontes informam que um projecto megalómano, a Estação Espacial Internacional, que conta com o apoio da Europa, Estados Unidos, Rússia e Japão, custa cerca de 60 biliões de dólares americanos.

Quanto não seria útil, se este dinheiro não fosse antes utilizado para criar melhores condições de vida no nosso Planeta Terra, para tentar acabar com as injustiças, com as mortes sem sentido e com a baixa qualidade de vida? Pode até ser importante para o desenvolvimento científico, a exploração de outros planetas, mas será mais importante que a vida de seres humanos? Na minha opinião, não. A exploração espacial, tem trazido benefícios, mas benefícios que não salvam vidas, apenas melhoram alguns equipamentos que já possuíamos anteriormente, (normalmente tornam-os mais resistentes) e deu-nos a conhecer um pouco mais sobre a nossa Criação. Como será de calcular, também apresenta consequências negativas, e na minha opinião, são muito mais, e muito mais graves. Ora não só o dinheiro dispendido nas buscas, como a guerra que gera entre países rivais nesta competição pelo lugar mais longe do planeta Terra ou pelo habitado por novos seres, (apesar de que esta rivalidade e guerra terem sido muito mais evidente há uns anos atrás, na que ficou conhecida por Guerra Fria).
A verdade é que sempre que se lança um novo foguetão em direcção ao espaço, é um dia festivo, comemora-se de todo o tipo de maneiras, e passa em todos os jornais do mundo, imagens da descolagem, dá mérito a um país, ou melhor, nós comunidade, damos mérito ao país que desperdiçou biliões para procurar criaturas extraterrestres (numa busca que pode ser como a busca aos gambozinos) enquanto familiares nossos morrem em hospitais, ou pior, nas ruas. Aplaudimos a coragem dos astronautas, veneramos o presidente que decidiu lançá-los em busca de novos horizontes.
Mas o que iremos procurar exactamente? Nem nós próprios sabemos bem o que é a vida. Conhecemos o tipo de vida existente na Terra, mas não conhecemos o que acontece depois da morte, se nos transformamos em algo, ou se há outro tipo de vida, que seja impossível de identificar neste momento. Aliás, nós sabemos que estamos vivos e pouco mais. Não sabemos o se existem outras transformações, ou se isto é só uma fase de algo que ainda está para vir. Nós conhecemo-nos como os seres mais fortes do nosso planeta, e por essa razão, a vida de todos os outros seres vivos sofre transformações devido aos nossos actos. Se existir outro tipo de vida, não me parece que seja algo parecida à nossa, e que seja impossível para o ser humano identificá-la neste momento, porque não obtemos nem conhecimento nem tecnologia suficientemente avançadas para isso, não foi há muito tempo que esta aventura espacial começou, apesar do interesse já ser antigo.Não sabemos bem o que somos, nem o que seremos, mas sabemos uma coisa, todo o ser humano (ou quase todo) gosta de viver, apesar de não sabermos que estranho fenómeno é esse a vida. Quantas vezes nos questionámos sobre a nossa vida ou sobre a vida do nosso cão? O que será que sente o meu cão, o que será a vida para ele, o que será que acontece depois da morte, como é que se criou a vida e será que tem alguma função para além do simples facto de aproveitarmos a nossa vida? São questões que podem apresentar muitas respostas, mas nenhuma certeza da sua veracidade, a única veracidade que encontro é que gostamos de viver, mesmo que em alguns dias nos sintamos em baixo, e não será esse gosto pela vida, muito mais importante que a possível vida de outros seres que se encontram a milhões e milhões de quilómetros? Na minha opinião sim, e em vez de investirmos na procura de algo desconhecido, devíamos investir em algo mais importante e concreto, o amor á vida humana

Vampiros da actualidade

Boas pessoal.
Hoje, estava eu a vaguear pelo MSN, e encontrei uma daquelas frases engraçadas que as pessoas escrevem nos nicks. Traduzido para português, a frase ficava mais ou menos assim:
Devias estar preocupado por estar numa casa rodeado de vampiros, mas em vez disso, estás preocupado se eles gostam de ti ou não”.
Não sei se o autor desta frase teve este propósito, mas a frase parece me bastante critica no que toca à nossa forma de agir. No nosso dia-a-dia vemo-nos rodeados de tanta gente que nos tenta sugar o sangue, a nós e aos outros. Tentam ficar com tudo o que nós temos, o que nos faz viver ( o sangue ) para que eles possam sobreviver, porque o vício de querer mais tornou-se tão grande, que não sobrevivem se não estiverem à procura de mais. Mas nós em vez de nos preocuparmos com isso, e combater essa doença social que é a ânsia, estamos mais preocupados para ver se eles gostam de nós, porque se gostarem, podemos subir com eles, e tornar-nos vampiros também. Podemos começar a viver como eles, com as ajudas deles, com os crimes deles, como autênticos corruptos que só pensam em mais e mais dinheiro, em mais e mais poder, nem que isso custe o sangue de outros, a casa de outros, a vida de outros.
A vida do próximo, pesa menos que uma moeda de um cêntimo. O importante continua a ser o dinheiro neste mundo capitalista, que nos tornou a todos em autênticos vampiros, vamos ver até onde este mundo consegue chegar, se até uma casa assombrada, ou se alguém virá para nos salvar.

5 de Dez de 2008

MIA Movimento de Inter-Ajuda (Lisboa)

Boas pessoal.
O MIA Movimento de Inter-Ajuda, é um movimento criado recentemente com o objectivo de apoiar quem precisa com a ajuda de todos os cidadãos, (para que seja possível lutar por uma sociedade mais justa com a colaboração de todos, e nos inter-ajudemos uns aos outros, porque nunca sabemos quando é que seremos nós a precisar da ajuda do próximo). Neste momento estamos a promover a "Acção Contra o Frio", que pretende recolher roupas (como casacos, camisolas, meias, gorros, luvas, etc) e mantas para apoiar essencialmente as pessoas que infelizmente são obrigadas a dormir na rua, quando os direitos do Homem visam claramente que todo o ser humano tem direito a um tecto.
Tanto este movimento como esta acção está a ser promovida na região de Lisboa como em São Miguel nos Açores.
Mas é com o maior prazer que vos venho anunciar que o movimento MIA está a ser um sucesso na promoção da campanha "Acção Contra o Frio". Ainda não tendo recolhido nem mantas nem roupa, houve uma grande aceitação das pessoas no que toca à sua vontade de ajudar. A recolha será feita A PARITR da próxima sexta feira (dia 12 de Dezembro) nos cafés que aceitaram apoiar o movimento e em algumas casas da região de Lisboa.
Obrigado a todos os que ajudaram na promoção desta acção, esperemos que se recolha o mais possível, e todos os que quiserem participar quer na promoção da acção quer na recolha das mantas e roupas para apoiar os que mais precisam nesta época de frio, são bem-vindos.
Obrigado, e cumprimentos da MIA.
Lisboa

1 de Dez de 2008

Banco Alimentar Contra a Fome

Ao que parece, o Banco Alimentar Contra a Fome bateu um novo recorde, tendo recolhido 1905 toneladas de alimentos. Isto não quer dizer que se recolheram mais alimentos, porque como todos sabemos um saco de arroz pesa mais que um de esparguete, por exemplo, mas não são os números que importam. Felizmente, mais pessoas que infelizmente desfavorecidas vão ter direito a alimento nesta época fria, e é de louvar este sentimento de inter-ajuda e solidariedade entre os portugueses, estamos a perceber que esta crise em que vivemos não passa ao lado de ninguém, e que há pessoas em pior situação que nós que merecem ser ajudadas, pessoas que não têm pão na mesa, isto quando muitas vezes nem mesa têm, e quando também nunca sabemos se nós não seremos os próximos a precisar da ajuda dos outros, até porque a pobreza tem aumentado cada vez mais não só em Portugal como em todo o Mundo. Este sistema capitalista tem tornado os ricos mais ricos, e os pobres mais pobres. Não há uma boa repartição justa dos rendimentos, e os ricos unem-se no poder para se manterem mais ricos.
Mas sinceramente não esperava esta afluência aos supermercados para contribuírem para esta campanha e como dizia estamos nos a tornar mais solidários, mas fico triste quando uma das causas para esta solidariedade é a proximidade do Natal. Nesta altura todos ficamos pseudo-solidários e com uma obrigação moral de ajudar, não só para os outros não verem que estamos a guardar o dinheirinho para nós (que na verdade é o que todos fazemos e queremos fazer, mas quando há alguém a ver, sentimos que nos estão a julgar, e somos sempre mais amigos do próximo) como nos pesa na consciência se não ajudarmos.
Termino assim com esta simples conclusão, ajudar, não deve ser só no Natal, mas sim durante todo o ano, enquanto podemos, e lutar pela igualdade que todos devíamos querer, mas termino também, com a satisfação de estarmos a melhorar numa altura em que a crise nos afecta a todos em geral.

[Restauração da Independência ou Hipocrisia?]


O feriado nacional da presente data (dia 1 de Dezembro), é alusivo à restauração da independência portuguesa, em 1640, protagonizada por D. João IV, duque de Bragança, lutando contra o domínio espanhol na nossa "província". Cada feriado nacional, pessoalmente, deve ser um motivo de reflexão à ocasião, não só pelo facto de não trabalhar (que para o Zé Povinho, é excelente), mas pelo significado de celebração do dia.
Ora bem, limitando-me a falar do assunto referido (porque com assuntos desses, o mais propício é divagar e contemplar outros temas), penso que é altura de compararmos a situação de 1640 com a de hoje em dia. Será que, passados 328 anos, podemos dizer que o nosso destino é traçado por nós, ou seja, que somos realmente independentes? É um assunto onde podemos encontrar diversas opiniões, mas temos de nos cingir aos factos: a globalização está a "tratar" da nossa independência por nós. A sociedade não está propriamente treinada para decidir o que realmente necessita, podemos provar isso com simplesmente o que vemos todo o "santo" dia na televisão. Logo, temos de aceitar que a palavra "Independência", embora não totalmente desconhecida, é usada hipocritamente para definir uma sociedade que não o é.
Numa outra perspectiva, no que toca novamente ao nosso amado Condado Portucalense, num Governo (dito) Socialista que por sua vez desliga a sua atenção das vontades do povo, não podemos constatar grande independência da população. Além do mais, num país onde vemos toda a gente a vibrar com uma vitória da nossa Selecção Portuguesa de Futebol sobre a Espanha, mas, estatisticamente, uns "míseros" 30% da população gostariam de ser Espanhóis. A hipocrisia de celebrar um feriado destes com o desejo de ser castelhano, acaba por ser, além de hipócrita, um tanto irónico. Tenho de salientar que não é que isso me impeça de viver a minha vida, já que o patriotismo é estúpido, hoje em dia, nesta "aldeia global".
Um grande abraço e Bom Feriado.